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15 de fevereiro de 2014

Marchinha sobre apreensão de aeronave dos Perrella vence concurso

15/02/2014 10h39 - Atualizado em 15/02/2014 11h38

‘Baile do Pó Royal’ foi a campeã do Concurso Mestre Jonas, em BH.
‘Pula catraca’ ficou em segundo lugar, e ‘Carnaval’ em terceiro.

'Baile do Pó Royal' vence Concurso de Marchinhas Mestre Jonas, em Belo Horizonte (Foto: Crédito Flávio Charchar / Árvore de Comunicação)
A música ‘Baile do Pó Royal’ foi a vencedora do 3º Concurso de Marchinhas Mestre Jonas do carnaval de Belo Horizonte. A grande final foi realizada na madrugada deste sábado (15) na quadra do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Cidade Jardim. Os campeões levaram o prêmio de R$ 5 mil.

A canção fala sobre o episódio envolvendo a apreensão de mais de 400 quilos de cocaína no helicóptero da família do senador Zezé Perrela (PDT-MG) no fim do ano passado. A marchinha foi composta por Alfredo Jackson, Joilson Cachaça e Thiago Dibeto. Gustavo Maguá, Oleives, Thiago Dibeto e Vitor Velloso foram os interpretes.
Em segundo lugar ficou a marchinha “Pula catraca” composta por Eduardo Macedo e interpretada por Alaécio Martins, Daniela Godoy, Eduardo Macedo e Marina Cyrino. Eles levaram para casa o prêmio de R$ 3 mil.

A música “Carnaval” de Kdu dos Anjos e Matheus Brant foi escolhida a terceira melhor canção do concurso. O prêmio foi de R$ 1 mil.

Segundo a organização, neste ano, foram inscritas 119 marchinhas no Concurso Mestre Jonas, que em sua 3ª edição já se consolida como evento tradicional do carnaval da capital mineira. O tom crítico e irreverente das músicas em relação, principalmente, a política são temáticas recorrentes.

As 12 marchinhas finalistas foram executadas pelos respectivos intérpretes e por uma banda formada por Thiago Delegado e outros 10 músicos. Um corpo de cinco jurados escolheu as três melhores canções e o público presente definiu a ordem de premiação.

Além do dinheiro, os vencedores se apresentam no desfile da “Banda Mole”, no sábado, 22 de fevereiro, na Avenida Afonso Pena, Centro de Belo Horizonte. Você também pode ouvir na internet as 12 marchinhas finalistas.

29 de janeiro de 2014

Justiça capixaba aceita denúncia envolvendo helicóptero da família Perrela

Ailton Weller - 28/01/2014 14h23 - Atualizado em 28/01/2014 14h49


A Justiça Federal do Espírito Santo aceitou denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF-ES) contra os acusados de tráfico de droga presos no ano passado com 445 quilos de pasta-base de cocaína em helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa do deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (SDD), filho do senador Zezé Perrella (PDT-MG).

A aeronave foi apreendida em novembro do ano passado no município de Afonso Cláudio, sul do Estado do Espírito Santo. Além do piloto da aeronave, Rogério Almeida Antunes, foram denunciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico o co-piloto Alexandre José de Oliveira Júnior, os responsáveis por descarregar o helicóptero Robson Ferreira Dias e Everaldo Lopes de Souza, e o dono da propriedade que servia de base para a organização, Elio Rodrigues.

No entanto, no seu despacho, o juiz Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa não faz menção ao nome de Rodrigues.

O magistrado negou o pedido feito pelo MPF para o desmembramento do inquérito, mas autorizou o envio das cópias à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Procuradoria-Regional da República da 2ª Região (PRR2) . O MPF havia feito o pedido levando em conta que o proprietário da aeronave tem foro privilegiado.

No entanto, Gustavo Perrella não foi denunciado pelo órgão. O procurador da República Fernando Amorim Lavieri, autor da denúncia, frisou que a remessa das peças para o TRF2 não implica uma opinião negativa sobre a participação do parlamentar nos fatos.

Na sua decisão, o juiz Marcus Costa afirmou que "tal requerimento apenas faria sentido se tivesse vindo prova da participação das autoridades mencionadas". Ele ainda autorizou que "as autoridades policiais extraiam as cópias indispensáveis e compartilhem as informações obtidas para fins de prosseguimento das investigações a seu encargo". Costa deu prazo de 10 dias para os acusados apresentarem suas defesas prévias.

Em ocasiões anteriores, o senador e o deputado negaram envolvimento com o caso. A PF (Polícia Federal) durante as investigações também negou que eles estivessem envolvidos.