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24 de maio de 2014

Pierre: Xodó da torcida, acumula jejum maior que o de Charles Guerreiro


Pitbull atleticano não balança as redes há quase cinco anos, enquanto ex-jogador do Flamengo e da seleção brasileira ficou por quatro anos e dois meses sem marcar

Por Léo Simonini
Salvador

Não tão alto na estatura, com 1,73m, mas um gigante na marcação dos adversários, Pierre é um dos grandes ídolos recentes da torcida do Atlético-MG. O carinho e admiração são tantos que gritos de “pitbull” são normais sempre que o nome do jogador aparece na escalação. Um verdadeiro cão de guarda à frente do sistema defensivo, Pierre já acumula 145 partidas pelo clube, e no último domingo, diante do Santos, chegou a marca de 250 jogos pela primeira divisão do Brasileirão. 

Desde 2003 em ação, lançado pelo técnico Cuca à época no Paraná, Pierre só não tem números tão bons quando o assunto é gol. Pelo time paranaense ele marcou o primeiro de seus poucos tentos na elite, e justamente contra o Atlético-MG. Pelo Palmeiras, clube que defendeu até acertar com o Galo em agosto de 2011, Pierre também deixou sua marca algumas poucas vezes. Mas desde então, pelo alvinegro, o volante amarga um jejum, que somado ao dia seguinte ao último gol pelo Palmeiras, supera os quatro anos e nove meses. Esta seca é maior que a vivida pelo folclórico Charles Guerreiro, jogador com passagem marcante pelo Flamengo na década de 90, que chegou a defender a seleção brasileira. Na época, o voluntarioso rubro-negro demorou quatro anos e dois meses para marcar pelo time da Gávea.


Ciente de que sua função no Galo não é a de marcar gols, mas sim os adversários, Pierre encara com bom humor a situação e acredita que o gol pelo clube vai sair no momento certo.   

- Estou batalhando para ver se esse golzinho sai, acho que não tem ninguém que queira mais do que eu. Mas estou tranquilo, ao longo da minha carreira nunca fui um jogador de fazer muitos gols, apesar de nos quatro anos de Palmeiras ter marcado seis. Aqui no Atlético-MG não tive essa felicidade, mas sei da minha capacidade, e nesses três anos maravilhosos aqui a torcida tem me abraçado e estado comigo. E como falei, naturalmente vai sair.

Como o jogador afirmou, ele quer que o gol saia naturalmente, ou seja, não adianta pedir para que ele bata um pênalti.   

- Verdade, os meninos até brincam que se sair um pênalti eu vou bater, mas falei que para estar realizado 100% tem que ser de outra maneira, de pênalti não. Quem sabe num chute de fora da área, numa triangulação, vou sonhando com as possibilidades ao longo da partida, e na hora certa vai aparecer uma oportunidade boa.   

Se de pênalti não vale, o bem humorado Pierre garante que com uma ajuda do goleiro rival pode ser, modo pelo qual ele marcou o primeiro gol na elite do Brasileirão, ainda em 2003, justamente contra o Atlético-MG.   

- Acho que o primeiro gol a gente nunca esquece. O treinador era o Adilson Batista e me lembro que o Paraná perdia de 1 a 0. E num lance que eu estava na área, o goleiro, acho que o Eduardo, acabou falhando e eu cabeceei para o gol. E com falha vale sim, de canela, de bico, de carrinho, voadora, vale de todo tipo, o importante é balançar a rede. 
Se o primeiro foi inesquecível, o último Pierre também guarda na memória. Foi pelo Palmeiras, no dia 11 de julho do Brasileirão de 2009, na goleada por 4 a 1 sobre o Náutico.   

- Acho que foi no Brasileiro, na época do Palmeiras, faz bastante tempo. Acho que foi contra o Náutico, no Brasileiro de 2009.
   

Pitbull x Guerreiro


Pierre se lembra do “concorrente”, mas se esquiva e garante que o jejum de Charles é maior, afinal, ele marcou gols por todos os outros clubes pelos quais passou.   

- Já ouvi falar essa história do Charles, mas claro que esse momento que estou passando é no Atlético-MG apenas, nos outros clubes que joguei consegui fazer gols. Mas isso não é uma coisa que me preocupa, não me tira o sono porque na verdade tenho outras funções dentro do grupo e sei da minha importância. Claro que todo mundo quer fazer gol, mas sei que no momento certo Deus vai preparar uma oportunidade boa para eu balançar a rede.   
Por fim, entre uma risada e outra, Pierre não tem medo de afirmar que já tem mais gols que Charles Guerreiro ao longo da carreira.   


- Acho que o Charles, na carreira dele toda, não tem metade dos gols que eu tenho. Mas estou tranquilo e espero que esse jejum não perdure por muito tempo.








5 de abril de 2014

Pierre espera reverter vantagem no 1º clássico da final

O GALO É O TIME DA VIRADA...

Pierre = PITBULL
Garantia de raça no meio-campo atleticano, o volante Pierre espera que o Galo consiga vencer o clássico deste domingo, às 16h, na Arena Independência, para reverter a vantagem do rival, que joga por dois resultados iguais, e dar um passo importante na luta pelo tricampeonato mineiro.

O jogador relembrou a decisão do Estadual no ano passado, quando o Atlético chegou à final nas mesmas condições, venceu o primeiro jogo da decisão por 3 a 0 e conquistou o título.

A vantagem é deles, mas a gente sabe da nossa capacidade. No ano passado, tivemos força e conseguimos reverter. Esse ano, vamos com humildade e perseverança para ver se a gente consegue bater campeão mais uma vez”, disse Pierre

Opinião:


Vai marcar seu 1º gol amanhã, este merece

Fonte: CAM
Foto: Bruno Cantini


1 de abril de 2014

VELHA DUPLA

Recuperado, Pierre comemora volta da parceria com Leandro Donizete

Sem mais lesão na panturrilha esquerda, Pierre está pronto para enfrentar o Sante Fe-COL e terá Donizete ao seu lado, novamente


THIAGO PRATA
@SUPER_FC

Totalmente recuperado de um edema na panturrilha esquerda, o volante Pierre volta a defender as cores do Atlético. De fora das duas partidas contra o América, pela semifinal do Mineiro, o atleta estará em campo na quinta-feira, diante do Santa Fe-COL, em Bogotá, tendo a seu lado um velho parceiro de meio-campo.

Pierre e Leandro Donizete vão atuar juntos como titulares pela primeira vez no ano, para a alegria de boa parte da torcida alvinegra, que exigia que ambos começassem as partidas do time na temporada.
Como Josué segue em tratamento de uma pubalgia, Donizete vai reatar uma parceria de sucesso, que teve início de 2012 e continuou até meados de 2013.
Acho que volante é uma das posições que o Atlético está bem servido. Estou à disposição do Paulo (Autuori). É tentar voltar a ter essa parceria de sucesso que teve em outras partidas e outros anos”, comentou Pierre.

E o 'pitibull' espera corresponder dentro de campo com sua 'nova função'. “Há tempo que procuro me movimentar mais. Não gosto de ficar fixo numa posição, gosto de rodar no campo. Estou um pouquinho mais solto neste ano, porque o Paulo está nos dando essa liberdade. Estou procurando me dedicar dentro de campo”, disse.

27 de março de 2014

Josué, Pierre, Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli preocupam Atlético-MG

O Atlético Mineiro treinou na manhã desta quarta-feira na Cidade do Galo com quatro preocupações. Os volantes Pierre e Josué, o meia Ronaldinho Gaúcho e o atacante Diego Tardelli seguem lesionados e não têm presença garantida na partida de domingo com o América Mineiro, válida pelas semifinais do Campeonato Mineiro, no Estádio Independência, às 18h30.

Contundidos, os quatro jogadores não participaram da atividade desta manhã, quando o técnico Paulo Autuori comandou um trabalho técnico de posse de bola e finalizações. Enquanto isso, os lesionados realizaram tratamento médico e, por enquanto, não estão à disposição do treinador.

Os problemas de Josué, que se recupera de uma pubalgia, e de Diego Tardelli, com dores na coxa direita, surgiram no último domingo, quando o Atlético goleou o América por 4 a 1 no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Mineiro. Já Ronaldinho, com dores no joelho esquerdo, e Pierre, com um edema na panturrilha esquerda, nem entraram em campo no último fim de semana.

Se a presença dos quatro jogadores no duelo com o América está indefinida, o Atlético já tem dois desfalques certos. O lateral-direito Marcos Rocha e o zagueiro Leonardo Silva vão cumprir suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo.

Mesmo com tantos problemas, o time dirigido por Autuori entrará em campo com o conforto de ter a possibilidade de perder até por três gols de diferença para se garantir na decisão do Campeonato Mineiro

7 de março de 2014

Reconhecimento da torcida motiva Pierre

O volante Pierre afirma que o reconhecimento da Massa Atleticana ao seu trabalho traz motivação e é motivo de grande satisfação e orgulho.De acordo com ele, a posição em que atua não é a mais badalada pela mídia, no entanto, os torcedores sabem reconhecer a raça e a dedicação com que defende as cores do Atlético.

Pierre chegou ao Galo em agosto de 2011, já disputou 132 jogos com a camisa alvinegra e afirma que se sente em casa no clube.
O Atlético, desde quando cheguei aqui, me senti em casa. São quase três anos de clube e o sentimento é de alegria. A maior conquista que tive na minha vida, profissionalmente falando, foi aqui no Atlético. Então, estou muito feliz, contente e com sede de mais títulos e mais conquistas, disse o meio-campista.

O volante ressaltou a força transmitida pelos torcedores. “Dispensa comentários o carinho que o torcedor atleticano tem para com a minha pessoa. Nas vezes que saio na rua, tenho recebido um calor enorme, então, o torcedor sabe reconhecer, ver o meu esforço, a minha dedicação. Sou um jogador que não apareço tanto para a mídia, para a imprensa, mas sei a importância que tenho aqui no Atlético e o torcedor é sabedor disso e tem reconhecido o meu trabalho, demonstrando um carinho imenso por mim”, destacou.
“Para fora, a gente não tem tanto destaque, tanta importância, devido às características, um jogador de marcação. Mas, internamente, sei a minha importância, importância para o treinador, para o grupo. Sei das minhas qualidades, então, fico muito feliz, isso é fruto de trabalho, muita dedicação e determinação”, acrescentou Pierre.
O jogador também falou sobre a adaptação ao esquema implantado pelo técnico Paulo Autuori. “O Paulo joga um pouco diferente, com uma linha de quatro, comigo e o Josué à frente da defesa e nos dá essa liberdade de descer alternadamente. Graças a Deus, vem surtindo efeito. Apesar do pouco tempo de trabalho, o grupo assimilou bem o que ele vem pedindo para a gente e a tendência é evoluir a cada dia”, observou.

Pierre concluiu revelando que sonha com o primeiro gol pelo Atlético. “Sonho com esse gol. Não fico apreensivo e nem ansioso, meu objetivo é o Atlético sair vencedor de campo e tomar o mínimo de gols possível durante uma partida, essa é a minha função, mas é claro que a gente sonha, claro que a família é merecedora do gol, a esposa, as filhas, mas, sem dúvida, o agradecimento a Deus virá em primeiro lugar, porque ele é a minha fonte de inspiração. Tenho certeza que esse ano vai sair, tenho trabalhado forte e tomara que seja em um momento especial”.

15 de fevereiro de 2014

Pierre projeta clássico contra o Cruzeiro: “Domingo é dia de superação e sacrifício”

14/02/2014 16:05:00

Em partida pela 5ª rodada do Campeonato Mineiro, o Galo recebe a Raposa no Estádio Independência


Pierre, volante do Atlético-MG, projeta o clássico contra o Cruzeiro, pela 5ª rodada do Campeonato Mineiro, e fala em superação para se recuperar na competição. O Galo é 8º, com apenas 4 pontos em 4 partidas. A Raposa é líder, com 10. A partida acontecerá às 16h, na Arena Independência.
O Atlético-MG é apenas 8º no estadual. 

Domingo, é dia de superação e sacrifício”, disse Pierre ao site oficial do Atlético-MG.

A gente sabe a dimensão do clássico e também da nossa necessidade de somar pontos na competição. Então, respeitando a equipe do Cruzeiro, vamos dar o nosso melhor para ver se a gente consegue somar os três pontos”, acrescentou ele.

Pela Libertadores, o Atlético-MG estreou na terça-feira, com vitória fora de casa, contra o Zamora, por 1 a 0. No dia 26 de fevereiro, pela competição continental, a equipe enfrenta o Santa Fé, da Colômbia, no Independência.

25 de janeiro de 2014

Você acha que Pierre é guerreiro? Veja como ele superou um drama familiar

Luis Augusto Símon Do UOL, em São Paulo 23/01/2014 06h00

Pietra e Moema, filha e mulher do jogador Pierre, do Atlético-MG
Pierre voltou aos treinos na segunda-feira, dia 20. Hora de recomeçar, para o volante do Atlético-MG, com metas ambiciosas: ganhar o Mineiro, a Copa do Brasil, o Brasileiro, a Libertadores e o Mundial, é lógico. "Aprendemos com os erros. Foi muito frustrante perder para o Raja e não poder enfrentar o Bayern. Mas já passou e, se tivermos outra  chance, vamos aproveitar."
Recomeçar é constante na carreira de Pierre, jogador que tem no posicionamento tático, na disposição, no fôlego e no suor armas mais importantes do que a técnica apurada. Foi assim no Ituano, no Palmeiras, onde foi ídolo da torcida e desprezado por Felipão, e é assim na vida. Em casa, na frágil Pietra, ele tem exemplo e luta e incentivo para não esmorecer nunca. Para recomeçar.
Há cinco anos, Pierre e Moema esperavam por gêmeos- Pierre Jr. e Pietra – que chegaram ao mundo de forma apressada, graças ao prematuro rompimento da bolsa. O garoto viveu 14 horas. A menina nasceu com 520 gramas e passou os cinco primeiros meses de vida na UTI do hospital.
Quando Pietra já tinha um ano, Pierre e Moema perceberam que ela tinha dificuldades de locomoção, não engatinhava como crianças da mesma idade. "Levamos ao médico e a notícia triste é que ela tinha sofrido sequelas por causa de falta de oxigenação do cérebro", conta o jogador.
A recomendação foi de muita fisioterapia e nenhuma ansiedade sobre o tempo de recuperação. "Então, a gente começou a trabalhar. Ficamos muito unidos e eu passei a admirar ainda mais a minha mulher. Ela é uma guerreira".
Pietra faz uma hora de fisioterapia três dias por semana. Faz ainda equoterapia – fisioterapia com utilização de cavalo – também por três dias e durante uma hora. "O equoterapia ajuda muito a ter equilíbrio no quadril", conta Pierre.
Os exercícios não param. Ainda há terapia ocupacional e, de noite, aulas de inglês. E a escola, é lógico. "Ela é uma aluna especial. Além da professora, tem uma profissional que se chama mediadora, sempre ao lado dela, para ajudar na locomoção".
Não é todo dia que Pietra está disposta a tamanha maratona. Faz manha, diz que não quer ir, mas depois de uma conversa com pai e mãe, aceita deixar a casa e ir em busca de recuperação. Na escola, é aguardada por todos. "Ela socializa com todo mundo, os coleguinhas fazem uma festa enorme quando ela chega. É uma criança muito querida por todos", diz o pai, orgulhoso.
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Pierre, volante do Atlético-MG

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Pierre finaliza contra o gol do Guangzhou pela disputa de 3º lugar do Mundial (21.dez.2013) EFE/EPA/YAHYA ARHAB
Mas não é só isso. É muito mais, conta Pierre. "Três vezes por ano ela faz uma espécie de intensivão de fisioterapia. Durante um mês, ela faz quatro horas por dia de exercícios. Não é fácil nem para adulto, imagina para crianças. Mas os resultados aparecem".
No ano passado, Pietra, com auxílio do andador, deu seus primeiros passos. A reação de Pierre foi de chorar. Muito. "Acho que foi um balde. Foi o dia mais emocionante para mim". 
O pão-duro chorou. Pelo menos, é assim que Moema qualifica o marido. Ele, ri, discorda e diz que é "seguro". Pelo futuro da família e de Pietra. "Tenho boas condições financeiras e tenho um plano de saúde caro. E, mesmo assim, ele não cobre todas as despesas de Pietra. Então, eu tomo muito cuidado com meus investimentos. Não faço loucuras e nem gasto muito. Tenho imóveis e uma transportadora em São Paulo".
Lucas Pierre Santos Oliveira tem 32 anos e 199 jogos pelo Palmeiras. Outros 125 pelo Atlético-MG. E muita preocupação com o físico. "Eu me cuido muito, quero estar sempre em alto nível para poder jogar em clubes de ponta. É minha profissão, não é?". Mesmo assim, saiu do Palmeiras de forma inesperada. "Sempre fui titular, mas com o Scolari eu ficava fora até do banco de reservas. Então, o Galo me quis por três meses. Vim, me esforcei e eles me ofereceram um contrato de três anos. O Palmeiras me liberou em troca do Daniel Carvalho. Acho que foi uma troca boa para os quatro envolvidos. Estou tocando a vida aqui, bem feliz".
Como Daniel Carvalho, com problemas de peso, abandonou o futebol, a torcida do Palmeiras não concorda com a tese de que os quatro lados foram beneficiados. Pierre não comenta. Diz que já esqueceu a frustração recente de não enfrentar o Bayern, imagina o resto. Mas uma simples pergunta mostra como tudo estava planejado para o jogo que não houve.
Pierre, você lamenta não ter podido enfrentar o Ribery, terceiro melhor do mundo? "Seria ótimo, mas minha função não era marcar o Ribery, não. Essa dureza ia ficar com o Marcos Rocha. Para mim, caberia o Muller, o Goetze ou o filho do Mazinho, que acabou jogando. Mas já passou, vamos pensar no futuro, vamos lutar por nova oportunidade de chegar lá."
Em nome de Pietra. E de Rebeca, a filha mais nova.